Auxiliar de enfermagem de SP é preso suspeito de extorquir pacientes acamados e obrigá-los a fazer PIX

  • 16/10/2026
(Foto: Reprodução)
Auxiliar de enfermagem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (16). Reprodução Um auxiliar de enfermagem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (16), na região do Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo, suspeito de extorquir pacientes acamados durante atendimentos domiciliares. Segundo a Polícia Civil, seis vítimas já foram identificadas. Leonardo Normando Bueno dos Santos é investigado por extorsão, estelionato, furto e roubo. O g1 tenta localizar a defesa dele. De acordo com o inquérito policial, o profissional teria se aproveitado da condição de saúde e da dificuldade de reação dos pacientes para obter acesso a celulares e contas bancárias e realizar transferências via PiIX sem autorização. A investigação do 15° Distrito Policial começou após uma ocorrência registrada em 23 de julho deste ano, envolvendo um paciente com sequelas da Covid-19 que permanecia acamado em um apartamento na Vila Nova Conceição, na Zona Sul da capital. Segundo o relato do filho da vítima à polícia, ao chegar ao imóvel por volta das 7h10, ele foi informado pelo pai de que o técnico em enfermagem responsável pelo plantão da madrugada o havia obrigado a desbloquear o celular e os aplicativos bancários. Ainda conforme o depoimento, o paciente tentou impedir o desbloqueio, chegando a virar e esconder o rosto para evitar o reconhecimento biométrico. O profissional, porém, teria ameaçado machucá-lo caso não obedecesse. A vítima acabou cedendo. Segundo o inquérito, ela tinha movimentos apenas dos ombros para cima e não conseguia empurrar ou afastar o profissional, que permaneceu sozinho com ela no quarto durante a madrugada. Os registros bancários reunidos na investigação apontam operações realizadas e tentativas de transferência a partir das contas da vítima entre a noite de 22 de julho e a manhã do dia seguinte. Os documentos anexados ao inquérito registram oito operações via PIX que somam R$ 8.362,15, além de tentativas frustradas de movimentação no valor de R$ 2.206,46. Uma câmera de segurança no quarto do paciente também registrou Leonardo sentado em uma poltrona. Nas imagens, ele se levanta, vai até a região do leito e retorna com um objeto nas mãos — o celular. Leonardo manuseia celular de vítima. Reprodução Paciente desacordado após atendimento Outro caso investigado pela Polícia Civil envolve um comerciante de 60 anos que estava em tratamento contra o câncer e recebia atendimento domiciliar. Segundo o inquérito, em 3 de fevereiro, Leonardo foi à casa dele para cobrir a folga de outro profissional e pediu reconhecimento facial e assinatura digital, alegando que precisava cumprir uma exigência burocrática da empresa. Naquela noite, a vítima começou a receber notificações bancárias sobre transações. Na manhã seguinte, durante um novo atendimento, o paciente estranhou a aparência esbranquiçada do soro usado para a limpeza do cateter. Segundo seu relato à polícia, após a aplicação, ele desmaiou e só recobrou a consciência no hospital. A esposa contou à polícia que encontrou o marido desacordado, aparentando estar sem respirar, enquanto o profissional mexia no celular. Segundo o depoimento, ela pediu que ele chamasse uma ambulância, mas acabou levando o marido por conta própria ao Hospital A.C. Camargo. O paciente ficou internado por quatro dias. Ainda conforme o inquérito, já no pronto-socorro, Leonardo teria voltado a pedir o reconhecimento facial e a assinatura digital, segurando a cabeça do paciente para posicioná-la diante do celular. Os registros bancários apresentados pela vítima apontam uma transferência via PIX de R$ 3.258, realizada na manhã de 4 de fevereiro, além de compras no cartão de crédito na noite anterior. A empresa de assistência domiciliar informou à polícia que o reconhecimento facial não fazia parte de seus procedimentos e que o profissional deveria preencher e assinar o prontuário mantido na residência, o que, segundo a empresa, não foi feito. Polícia identificou padrão de atuação Ao analisar outras ocorrências, os investigadores identificaram um padrão na atuação atribuída ao suspeito. Segundo o inquérito, ele teria chegado às casas das vítimas por meio de empresas de assistência domiciliar, com cooperativas intermediando a contratação dos profissionais. Em pelo menos três episódios, o auxiliar teria se apresentado como substituto de outro profissional durante uma folga. O inquérito ainda aponta que as vítimas tinham idade avançada ou doenças incapacitantes e pouca ou nenhuma possibilidade de reagir ou conferir as próprias contas bancárias. A investigação também descreve diferentes formas pelas quais o suspeito teria conseguido acesso aos meios de pagamento das vítimas, incluindo ameaças, pedidos de ajuda para operações bancárias e outros métodos de obtenção de credenciais ou dados biométricos. Ao todo, a polícia analisou seis ocorrências registradas entre outubro de 2025 e agosto de 2026, todas envolvendo pacientes atendidos em regime domiciliar.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/10/16/auxiliar-de-enfermagem-de-sp-e-preso-suspeito-de-extorquir-pacientes-acamados-e-obriga-los-a-fazer-pix.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. You´re a Woman

Bad Boys BLue

top2
2. Cry For Help

Rick Astley

top3
3. Set Adrift On Memory Bliss

PM Dawn

top4
4. Lost In Your Eyes

Debbie Gibson

top5
5. Baby I Love Your Way

Will To Power

top6
6. The Great Commandment

Camouflage

top7
7. Linda Juventude

14 Bis

top8
8. Move To Move

Kon Kan

top9
9. You Can´t Deny It

Lisa Stansfield

top10
10. ABC

The Jackson 5


Anunciantes